 |
| Cadastro sobre unidades de conservação está mais acessível | Data de criação: 02/09/2010 |
O que você conhece sobre as unidades de conservação brasileiras? Nós temos respostas sobre quantas são, como são gerenciadas, se estão abertas para visitação, se têm plano de manejo e muito mais.
Clique aqui para acessar o informativo.
| InfoGERCO - Número 03 | Data de criação: 31/08/2010 |
InfoGERCO é um informativo eletrônico editado e distribuído pela Gerência Costeira, do Departamento de Zoneamento Territorial (DZT/SEDR) do Ministério do Meio Ambiente, cuja finalidade é divulgar notícias e informações mportantes para o aperfeiçoamento da gestão costeira no Brasil. Este informe se encontra no formato Portable Document Format (PDF), cuja leitura se dá por meio do programa Adobe Reader. Caso necessário, este programa está disponível para download no website: www.adobe.com.br.
Clique aqui para acessar o informativo.
| Informe Ambiental da FIESP - Nº55 | Data de criação: 11/08/2010 |
NOTA: O Informe Ambiental se encontra no formato Portable Document Format (PDF), cuja leitura se dá por meio do programa Adobe Reader. Caso necessário, este programa está disponível para download no website: www.adobe.com.br.
Clique aqui para acessar o informativo
| Informe Ambiental FIESP - Nº53 | Data de criação: 18/06/2010 |
NOTA: O Informe Ambiental se encontra no formato Portable Document Format (PDF), cuja leitura se dá por meio do programa Adobe Reader. Caso necessário, este programa está disponível para download no website: www.adobe.com.br.
Clique aqui para acessar o informativo
| Pesca que protege tubarões e humanos | Data de criação: 19/02/2010 |
Matéria do Instituto Ciência Hoje:
http://cienciahoje.uol.com.br:80/noticias/2010/02/pesca-que-protege-tubaroes-e-humanos
| Golfinhos | Data de criação: 02/02/2010 |
www.agenciacosteira.org.br/downloads/golfinhos.pdf
| Resposta à Carta Aberta encaminhada ao Ministro do Itamaraty | Data de criação: 19/01/2010 |
Para:
CENTRO DE CONSERVAÇÃO CETÁCEA - BRASIL
REDE COSTEIRO-MARINHA E HÍDRICA DO BRASIL
Prezado Senhor José Truda Palazzo Jr.
Acuso recebimento da Carta Aberta de 13 de janeiro último, firmada por
diversas entidades da sociedade civil, na qual são expressadas posições e
preocupações com a atual processo de negociação no âmbito da CIB.
A complexidade e a sensibilidade política do processo negociador é bem
conhecida de todos. Os países conservacionistas têm atuado em perfeita
sintonia e têm expressado claramente a preocupação de dotar a CIB de uma
agenda mais moderna. As tradicionais posições que vêm sendo defendidas pelo
Brasil estão sendo, naturalmente, observadas e tem havido um intenso diálogo
entre os órgãos do Governo com responsabilidade no tema.
Muito agradeço as reflexões expressadas na Carta Aberta e todas as notícias
e estudos sobre baleias que tenho recebido ao longo dos últimos meses, os
quais têm sido de extrema utilidade para a formação da posição brasileira
nas negociações no âmbito da CIB.
Rogo a gentileza de transmitir meus cumprimentos e agradecimentos a todas as
entidades que firmaram a Carta Aberta.
Muito cordialmente,
Fábio Pitaluga
Fábio Vaz Pitaluga
Ministro
Chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço
Comissário do Brasil junto a Comissão Internacional da Baleia
Ministério das Relações Exteriores
Tel.: (61) 3411-8619 / 8620
Fax: (61) 3411-8617
e-mail: fabio.pitaluga@itamaraty.gov.br
| Agência Costeira e mais 30 instituições assinam | Data de criação: 13/01/2010 |
A Agência Costeira e mais 30 instituições assinam "Carta Aberta" ao Ministro Fábio Vaz Pitaluga - Comissário do Brasil à Comissão Internacional da Baleia no seguinte teor:
www.agenciacosteira.org.br/downloads/Carta-Aberta-Baleia.pdf
| Informe Ambiental - Fiesp - Edição 48 | Data de criação: 10/12/2009 |
Edição 48 do Informe Ambiental da Fiesp.
Clique aqui para baixar o arquivo
| Um pedido que não pode e nem deve ser negado | Data de criação: 29/10/2009 |
Caros/as,
Muitos de vocês devem ter visto recentemente que a República de Palau declarou suas águas um santuário para tubarões.
Palau é um país insular do Pacífico que, á parte ser um paraíso para o mergulho, tem se destacado nos foros internacionais na defesa dos oceanos. A única mancha nesse histórico exemplar é a sua postura a favor da caça à baleia, forçada pela pressão econômica do Japão, que exerce uma influência espúria e desmedida contra aquele país pequeno e relativamente pobre.
O novo Presidente de Palau, Johnson Toribiong, acaba de determinar uma revisão da postura do país em relação à caça de baleias. É a oportunidade de tirar esse país fantástico da condição de refém japonês. Pra incentivar essa revisão, estamos pedindo pra todo mundo gastar uns minutos e poucos reais pra mandar ao Presidente Toribiong um cartão-postal pedindo a mudança da política baleeira de Palau. É uma maneira simpática e não agressiva de demonstrar nosso interesse pela política conservacionista daquele país.
O texto que sugiro é: “Dear President, we hope your country will support whale conservation from now on! Thank you!” Simples e direto; quem quiser pode acrescentar qualquer outra coisa.
O endereço é:
President Johnson Toribiong
P.O. Box 6051
Koror, Republic of Palau 96940
Obrigado aos – já sei - muito poucos que vão escrever. Peço também que repiquem essa campanha em outras listas, para seus amigos e todos os que se importam com a proteção das baleias que, infelizmente, continuam sendo mortas aos milhares pela ganância dos baleeiros japoneses.
Abrz.,
JTruda
| Mar e terra | Data de criação: 26/10/2009 |
Na época em que as escravas da sua tataravó passavam a roupa com aqueles ferros a carvão e só cozinhavam no fogão a lenha, o carbono emitido para a atmosfera era facilmente re-absorvido pela vegetação das florestas e dos oceanos. A fotossíntese global absorvia o suficiente para manter baixo os níveis de CO2 na atmosfera, sem causar muito efeito estufa. Entretanto, o homem descobriu como usar a energia do carvão mineral, do óleo cru e do gás que brotavam da terra, aumentando a produção industrial de bens de consumo, transporte, enfim, do conforto em geral. O aumento da temperatura média anual nas últimas décadas tem sido atribuido em grande parte ao acúmulo desses gases de efeito estufa emitidos em excesso pela queima de combustíveis fósseis (p.ex., CO2) e também pelas mudanças no uso do solo terrestre, que basicamente significa cortar florestas nativas substituindo-as por plantações e pastagens em sistemas de produção agropecuária mal manejadas com muita emissão de metano.
20/10/2009
http://www.oeco.com.br/frederico-brandini/50-frederico-brandini/22704-mar-e-aquecimento-global
Isso foi denunciado pela primeira vez por David Keeling, um cientista americano no Havai que iniciou medidas da concentração de CO2 na atmosfera a partir de 1958, constatando que, ano após ano, a concentração média de CO2 atmosférico era maior do que no ano anterior . Dai o problema começou a fazer parte dos foros ambientais e depois governamentais, tornando-se o tema ambiental mais divulgado e discutido pela mídia internacional nos últimos 30 anos. As previsões mais otimistas sugerem que um acréscimo de apenas alguns graus na temperatura média anual da atmosfera terrestre nas próximas décadas pode desencadear transformações climáticas irreversíveis, do tipo “efeito dominó”.Se tudo isso for verdade, a Terra vai passar por novas transformações ambientais em escala planetária, como muitas que ocorreram ao longo de sua história geológica e evolutiva. A única diferença é que agora a população humana domina em quase todos os rincões do planeta, o que torna o prejuízo sócio-econômico ainda maior. Isso agora vai fazer parte da nossa história e não só da história do planeta. Estamos pouco a pouco tomando consciência que a culpa é do modo de vida da sociedade que criamos. Mais do que nunca, vamos sentir de perto as conseqüências de um modelo de desenvolvimento que a partir da Revolução Industrial evoluiu exclusivamente na direção do abismo ambiental provocado pelo uso abusivo e descontrolado de recursos naturais (leia o “Colapso” de Jare Diamond), ignorando cegamente até meados do século passado o ônus ambiental que assume gradativamente proporções globais desde o final de década de 1960.O fato é que o tema “aquecimento global” é ainda controverso entre cientistas, ambientalistas e políticos oportunistas. Alguns discordam que o efeito estufa seja por causa do acúmulo de gases industriais, argumentando que tudo tem a ver com alterações na intensidade das explosões atômicas do sol que nos aquece, a exemplo do que ocorreu em eras geológicas anteriores. Ou seja, quando a história ainda era só do planeta e não nossa.De qualquer modo, qualquer ou quem quer que sejam os culpados pelo aquecimento global, é melhor prevenir do que remediar. Porque agora, apesar do bônus do desenvolvimento econômico ainda a ser da minoria, o ônus ambiental é da maioria. Explicando de um modo mais popular, agora o mar esta começando a bater na bunda do mundo inteiro, e não só na do vizinho.E por falar em mar, o que ele tem a ver com tudo isso? Para comemorar os 5 anos d’O Eco decidi escrever sobre o papel do mar em toda essa catástrofe anunciada. O mar participa do aquecimento global através do seu papel no ciclo global do carbono. Como já dizia Eisntein, tudo é energia e matéria, e isso inclui obviamente os ecossistemas terrestres e oceânicos. 30% da energia que vem das explosões nucleares do sol, sob a forma de radiação eletromagnética que inclui não apenas a luz visível como também as radiações UV e o calor, retornar ao espaço por reflexão. Os 70% que penetram em nossa atmosfera e chega na superfície terrestre flui de forma unidirecional através do nosso planeta. Ou seja, depois de todas as transformações que decoramos no cursinho (energia cinética, mecânica, potencial, química, elétrica, etc) volta pr’o espaço sob a forma de calor, que se dissipa no vácuo sideral. Os materiais tem massa e obviamente ficam retidos na superfície terrestre pela ação da gravidade. Todos os elementos químicos da Tabela Periódica que formam o planeta tendem a permanecer isolados ou combinados em estado sólido, líquido ou gasoso em compartimentos geológicos, aquáticos e atmosféricos, respectivamente.Entretanto, uma pequena parte desses elementos se organiza através da fotossíntese (e da quimiossíntese) para formar a matéria orgânica das células e tecidos vivos. A luz solar fornece a energia necessária para a organização dos seres vivos e seus ecossistemas associados. O mais abundante desses elementos no tecido vivo é o Carbono, que forma um esqueleto molecular como base para os compostos orgânicos. O Carbono contribui com 18% do tecido animal e cerca de 45% do tecido vegetal. Quando os organismos morrem a matéria orgânica perde sua energia química de ligacão, e se desfaz novamente em elementos químicos. A energia se transforma em calor e os elementos químicos retornam aos seus respectivos compartimentos não biológicos. O Carbono se combina de novo com o O2 formando o CO2, que é o principal gás que retém calor na amosfera terrestre e o principal causador do efeito estufa. Não porque tem maior capacidade de reter calor, mas porque é muito mais abundante do que os outros gases do efeito estufa como o Metano, o Óxido Nitroso e o próprio vapor de água.Tudo isso também ocorre no mar que representa 71% da superfície terrestre. O mar troca gases com a atmosfera como parte do ciclo global do carbono através de processos biológicos marinhos (bomba biológica oceânica) assim como na terra (bomba biológica terrrestre). A bomba biológica oceânica é a capacidade que o mar tem de absorver gás carbônico da atmosfera para formar biomassa vegetal através da fotossíntese das algas e transporta-lo para o fundo marinho onde permanece estocado por centenas de anos. O carbono da biomassa das algas (os principais vegetais do mar) flui pela teia alimentar distribuindo-se por todos os níveis tróficos marinhos. Nesse processo, existe sempre perda de matéria orgânica sob a forma de detrito, cuja maior parte é justamente o Carbono. Ao contrário de uma floresta, onde tudo que morre cai rapidamente e se acumula em uma fina camada de solo, o mar exporta mais detrito. Esse detrito com seu pequeno reservatório de carbono vai pouco a pouco sedimentando e se desfazendo no fundo dos oceanos, liberando o CO2 que se mantém dissolvido sob alta pressão e baixas temperaturas. Um processo continuo que vem ocorrendo em doses homeopáticas a milhões de anos, mantendo um reservatório enorme de carbono dissolvido no fundo dos oceanos.Entretanto, o aumento do CO2 atmosférico não afeta muito a bomba biológica oceânica, porque na construção da matéria orgânica particulada são necessários outros elementos químicos em proporções constantes, e que não estão necessariamente disponíveis quanto há excesso de CO2. É como em uma receita de bolo na qual são necessários, por exemplo, 1 kg de açúcar e 1 kg de farinha. Não adianta ter 10 kg de açúcar se só tem 1 Kg de farinha. Ter mais açúcar do que o necessário não faz a mínima diferença. O tamanho do bolo é limitado pela quantidade de farinha e todo o açúcar restante vai continuar do jeito que está. Com o CO2 no mar é a mesma coisa. Se ele não pode ser usado pela fotossíntese continua sob a forma de gás dissolvido, mantendo o equilibrio na trocas de gases entre o oceano e a atmosfera.Mas no mar ocorre um outro tipo de processo de absorção de CO2 que não ocorre nos ecossistemas terrestres: A bomba física oceânica. A capacidade que a água tem de manter um certa quantidade de CO2 dissolvido é função de sua temperatura. Quanto menor a temperatura mais gases dissolvidos ela suporta. Nas altas latitudes, a água da superfície é gelada e permite a dissolução de altas concentrações de CO2 atmosférico. Quando a superfície do mar se congela no inverno, o sal é mantido fora do processo de congelamento e se dissolve na água imediatamente abaixo do gelo marinho, já carregada com muito CO2 atmosférico dissolvido. Gelada e salgada ela se torna mais densa e, portanto, mais pesada afundando e “escorregando” pelo assoalho do talude continental das plataformas polares, invadindo as regiões mais profundas das bacias oceânicas do Pacífico, Atlântico e Índico. Quando afunda, leva consigo o excesso de CO2 absorvido na superfície.Eventualmente a água profunda rica em CO2 pode retornar para a superfície em latitudes tropicais, por ação dos ventos. Como ocorre por exemplo nas ressurgências continentais. Aí a água se aquece diminuindo a solubilidade dos gases e liberando o CO2 em excesso de volta para a atmosfera. Mas o fluxo da bomba física é lento e demora centenas de anos para completar um ciclo; ou seja para entrar nos mares gelados e sair nos mares quentes. A quantidade de CO2 que participa de todo o ciclo aumenta na medida em que o CO2 atmosférico também aumenta devido à nossa atividade industrial. E o que importa é que quanto mais CO2 estiver dissolvido na água, menos CO2 vai estar na atmosfera contribuindo para o efeito estufa. O que não sabemos é até quando o mar vai suportar esse excesso de CO2 participando de seus ciclos oceânicos. Evidências recentes revelam que o mar esta chegando no seu limite quanto à sua capacidade de absorver o excesso de CO2 atmosférico, fazendo com que o acúmulo na atmosfera se acelere ainda mais.Outro impacto provocado pelo aquecimento global é a alteração do ciclo hidrológico, do qual o mar é parte fundamental. A gravidade terrestre mantém nas bacias oceânicas o maior reservatório de água do planeta. Sem ele não haveria o ciclo hidrológico e, consequentemente, vida terrestre como conhecemos. São as interações entre o mar e a atmosfera, num frenesi de troca de calor e alterações dos gradientes de pressão atmosférica, que formam os ventos oceânicos que transportam o vapor de água e determinam onde, quando e quanto chove e onde, quando e quanto deixa de chover. Isso é o que determina a extensão das florestas ou dos desertos nas latitudes tropicais e temperadas. Também determina o potencial agrícola de um território. Por exemplo, o regime das monções na Ásia respondem pela produção de alimento que sustenta pelo menos 3 bilhões de pessoas, povos habitantes do Sudeste Asiático. Se as monções forem afetadas pelas alterações do ciclo hidrológico, poderá chover menos na região e diminuir a produção agrícola em uma das regiões mais populosas do planeta. A fome e o êxodo em massa de pessoas para outras regiões do planeta provocarão mais impacto social e ambiental devido ao uso de mais recursos naturais.Além das alteração do ciclo hidrológico, o aquecimento global pode derreter as calotas de gelo polar, com evidências já irrefutáveis na Groenlândia e Alasca, como alertam os cientistas atmosféricos que acompanham a retração anual de geleiras do Hemisfério Norte com imagens fotográficas multianuais. Além da perda de habitat polar, fundamental para a sobrevivência dos animais marinhos do topo da pirâmide alimentar (ursos, focas e baleias) e para a integridade da teia alimentar dos mares polares, o derretimento das geleiras vai aumentar o deságue de água doce para a superfície dos oceanos, sobretudo no Oceano Atlântico Norte por onde passa a corrente tropical do Golfo (a famosa “Gulf Stream”). Essa corrente transporta calor para o Norte da Europa e se não fosse por ela o inverno na Islândia, Escandinávia e no norte da Europa seria muito pior. Se o gêlo do Ártico continuar a derreter, a superfície do mar nessa região ficará mais doce e, portanto, mais leve. A água menos salgada se acumula na superfície, formando uma barreira hidrográfica contra o fluxo da Corrente do Golfo, diminuindo o transporte de calor. Isso explica a ocorrência da “Pequena Era do Gelo” entre os séculos XVII e XVIII. Pesquisas recentes sugerem que entre 1200 e 1850 a velocidade da Corrente do Golfo era 10% menor do que é hoje, provocando um decréscimo da tempertura média do ar de 1°C no norte da Europa. Em algumas regiões e em períodos restritos, houve até o congelamento dos campos agrícolas e, consequentemente, menos produção de alimento. Fome e epidemias associadas à desnutrição assolaram os países europeus na Idade Média. E tudo indica que o mar teve muito a ver com tudo isso.Noventa por cento da água doce do planeta encontra-se em estado sólido ( = gelo), principalmente no continente Antártico, e menos nas terras ao redor do Oceano Ártico e nas grandes Cordilherias da Ásia e das Américas. Mesmo que não derreta tudo, mas o suficiente para um pequeno aumento do nível médio do mar, poderá ocorrer ressacas nas zonas costeiras de terras baixas na Europa e nas Ilhas oceânicas do Pacífico, capazes de fazer aquela Tsunami da Indonésia em dezembro de 2005 parecer uma banheira transbordando.Menos mal que agora temos mais consciência da nossa própria culpa em relação ao impacto das transformações no clima global. Mas ainda não o suficiente; como é difícil para uma minoria privilegiada da população mundial (da qual eu me incluo) abrir mão do conforto da eletricidade, do ar condicionado, do gás encanado, do transporte pessoal, e investir mais em energias limpas como a das marés, dos ventos, do sol e dos gradientes térmicos nas regiões tropicais. Mais do que nunca precisamos desenvolver a cultura da reciclagem de materiais industriais e construir casas e edifícios públicos com bio-arquitetura.Se nas próximas décadas o desenvolvimento industrial e tecnológico da população humana não mudar radicalmente para uma matriz energética renovável e não poluidora, vamos ter que nos preparar para um socialismo de serviços ambientais, repartindo equitativamente recursos naturais limitados. Talvez até brigar feio com os países vizinhos por água em vez de gás.
Oceanógrafo e líder Avina que participou de várias expedições do Programa Antártico Brasileiro. Nos últimos 28 anos trabalhou como Professor do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná. Atualmente trabalha no Instituto Oceanográfico da USP. Leia o perfil completo.
| 9th CARAH - The 9th International Conference on Artificial Reefs and Related Aquatic Habitats | Data de criação: 02/10/2009 |
| Ícones da nossa Pátria | Data de criação: 10/09/2009 |
Elcio Rogerio Secomandi1
Professor Emérito da Universidade Católica de Santos
Portugal pode e deve orgulhar-se de haver possuído um dos maiores
conjuntos de fortificações do Mundo, que ainda se conserva, até hoje,
mesmo fora do actual Território Nacional, englobando cerca de
trezentas fortificações construídas com carácter permanente, das
quais mais de uma centena e meia estão situadas no Brasil2.
.
Portugal pode e deve orgulhar-se de nos ter deixado duas grandes heranças: o idioma, intangível,
por meio do qual mantivemos nossa identidade nacional e as fortificações militares, tangíveis,
pontilhando o litoral e a imensa fronteira terrestre que nos separa das nações de origem espanhola e de
antigos protetorados da Inglaterra, França e Holanda. Fortins, fortes, fortalezas (...) redutos, baterias,
pontos fortes, disseminado por todo o território nacional, materializam um rico patrimônio históricocultural
– patrimônio de todos nós – construído para proteger as águas e as terras do Brasil continental.
As fortificações militares coloniais – com solidez suficiente para durar séculos – perderam a
“aptidão para o combate”. Urge, portanto, que a sociedade civil se mobilize com o propósito de resgatar
a memória nacional pelo viés da defesa militar colonial, fundamentada em longa história de povoamento
e conquistas territoriais. É preciso viajar no tempo, antes tarde do que nunca, e enxergar, além das
rústicas obras da engenharia militar, as inúmeras gerações de soldados anônimos que fincaram as raízes
da nossa nacionalidade. É preciso olhar para os canhões adormecidos na ferrugem e no pó e para as
espessas muralhas erguidas em pontos estratégicos de defesa do vastíssimo perímetro da antiga América
Portuguesa, como ressaltou o saudoso historiador militar, Gustavo Barroso3.
A fantástica história da formação da nossa nacionalidade pelo viés da arquitetura militar de
proteção dos acessos marítimos à antiga sede da Capitania de São Vicente fundamenta-se num legado
composto por nada menos que sete fortificações coloniais dispostas em três cortinas de defesa: 1) ao
Norte, o Forte São João (1551) e o Forte São Felipe (1557), substituído pelo Forte São Luis (1770),
realizando a cobertura avançada pelo acesso marítimo por Bertioga; 2) ao Sul, ocupando um esporão
rochoso que avança sobre o estreito canal de acesso ao porto, os espanhóis ergueram a Fortaleza de Santo
Amaro (1584) e os portugueses, duas “sentinelas avançadas”: o Forte Augusto (1734) e o Fortim do Góes
(1765); e, 3) para a defesa aproximada do centro da cidade velha de Santos foram construídos o Forte
Nossa Senhora do Montserrat (1543) e a Fortaleza Vera Cruz do Itapema (1738), além da Casa do Trem
Bélico (1734) para prover o apoio logístico. As fortificações coloniais mais expressivas, erguidas para
durar séculos, permanecem de pé desafiando o tempo, as intempéries e, por vezes, o terrível abandono4.
As duas mais antigas, São João e Santo Amaro, guardam suas características originais e estão abertas à
visitação. A área ocupada pelo Forte Augusto hoje abriga o Museu de Pesca, também aberto à visitação.
1 Coronel de Artilharia, rfm. E-mail: projetosespeciais@unisantos.br. E-book: www.unisantos.br/fortalezadabarra.
Ocupa a Cadeira no 4, Visconde de Taunay, no Instituto Histórico e Geográfico de Santos.
2 MEDEIROS FERREIRA, Arnaldo. Fortificações Portuguesas no Brasil. Edições ELO, Lisboa, 2004, p. 7.
3 BARRETO, Aníbal. Fortificações do Brasil. Rio de Janeiro: Bibliex, 1958, p. 13.
4 O Forte N S do Montserrat foi desmontado para ampliação do porto; a Casa do Trem Bélico está restaurada aguardando
inauguração; a Fortaleza de Itapema tem projeto de restauro elaborado pela Receita Federal do Brasil; o Forte São Luis,
recebe recursos do IPHAN para obras de preservação das ruínas; o Fortim do Góes, invadido, encontra-se embargado pelo
IPHAN; a “estacada” do Forte Augusto foi soterrada para dar lugar à avenida da praia.
Esperamos que este breve relato de uma fantástica história de disputas territoriais impostas pelo
troar dos canhões, sirva de alerta ou pedido de socorro para as fortificações coloniais esquecidas,
abandonadas e quase perdidas na poeira do tempo. Já não se vê tantos canhões adormecidos na ferrugem
e no pó.
Um futuro promissor está surgindo por força e pressão da sociedade civil organizada, como se
observa pela inclusão em folder e banner de quarenta e quatro logomarcas de empresas e instituições que
atenderam ao chamamento do comando da 1ª. Brigada de Artilharia Antiaérea – Forte dos Andradas,
último construído no Brasil – para uma ação coordenada de eventos comemorativos da Semana da Pátria
na região metropolitana da Baixada Santista5, dentre os quais a iluminação da Fortaleza de Santo Amaro
nas cores da Bandeira Nacional. A Semana da Pátria do ano de 2009 deve, assim, marcar o início de uma
justa retribuição da sociedade civil ao longo período de proteção marítima colonial do porto de Santos.
Convocamos – perdoem-me o termo militar – todos os brasileiros e brasileiras – perdoem-me os
termos políticos – a se unirem em torno deste projeto capitaneado, neste ano de 2009, pelo comando da
1ª. Bda AAAe que, ao que tudo indica, se colocará na posição de apoio às ações futuras tão logo a
sociedade civil organizada aprofunde a sua participação nos eventos que visam cultivar os feitos
militares dos nossos antepassados e a valorizar o patrimônio histórico nacional por eles erguidos e
ocupados por muitos séculos. Um formidável exemplo a ser seguido por outros portos do Brasil.
Para o “engajamento” nestas ações cívicas de preservação da memória militar nacional e
internacional recomendamos uma visita virtual ao website Fortificações no Mundo: www.fortalezas.org
que hoje disponibiliza, via internet, históricos completos – em português, inglês e espanhol –, desenhos,
gravuras, fotos e documentos sobre 822 fortificações, 538 personalidades, 1026 biografias, 658 links, 1
forum, 2371 mídias e 88 colaboradores espalhados pelo mundo, dentre os quais me incluo. Embora
recente, já conta com mais de 21.000 consultas. O site www.unisantos.br/fortalezadabarra (clique no
banner Circuito dos Fortes) é um caminho direto para uma visita virtual às fortificações do sistema
defensivo do porto de Santos e, também, um acesso (link) ao website das fortificações mundo afora.
Outro caminho para acesso às fortificações brasileiras: www.funceb.org.br. A última revista DaCultura,
da Fundação Cultural Exército Brasileiro tem como artigo de capa a Fortaleza de Santo Amaro6
A foto anexa, assim como todas as que estão no e-book Circuito Turístico
dos Fortes é de autoria do Prof. Dr. Antonio Carlos Freddo, produzida
para fins educacionais, históricos e culturais, e foram feitas usando
equipamento Nikon F5 + Tokina AT-X 270 AF-Pro II 2.6-2.8D + Fuji
Provia 100F; Nikon D3 + Nikkor AF-S 24-70 2.8G ED.
Segue anexo também o folder da Semana da Pátria / 2009
Autorizada a divulgação e/ou publicação, no todo ou em parte
5 Eventos: Abertura da Semana da Pátria no Museu de Pesca, Baide da Independência no Iate Clube de Santos,
Corcerto Sinfônico no Teatro Colilseu, Concurso Literário no Forte dos Andradas, Cirrida dos Fortes: Fortaleza de
Santo Amaro/Forte dos Andradas e Páscoa dos Militares na Catedral de Santos
6 Revista DaCultura. FUNCEB. Ano IX, no. 15, junho/2009.
| Falando sério | Data de criação: 09/09/2009 |
COLUNA NO GLOBOFalando sérioTudo se passa no governo como se não houvesse amanhã. O que nósestamos vivendo com a mudança climática é o fim da economia como nós aconhecemos, não apenas mais um modismo. O desafio posto para aHumanidade neste começo de século é daqueles que encerram uma era ecomeçam outra. Por isso, é tão bem-vinda a carta aberta de empresas eentidades querendo limites às emissões do país.A carta divulgada terça-feira em São Paulo é diferente das outras. Nãoparece mais uma daquelas cosméticas ações de empresas para fingir quesão modernas. Nem mais uma lista de pedidos ao governo. Eles assumemcompromissos: vão fazer inventário anual de quanto emitem de gases doefeito estufa; incluir essa variável nas decisões de investimento;reduzir as emissões; atuar na cadeia de suprimento para incentivaresse comportamento; atuar junto ao governo e à sociedade paracompreender o impacto das mudanças climáticas. Ao governo eles pedemque, em Copenhague, assuma papel de liderança da questão climática eaceite metas claras de redução das emissões. O lançamento teve o apoioda Globonews e do jornal “Valor Econômico” e pode ser o ponto a partirdo qual o país comece a levar a sério, o que sério é.As mudanças climáticas exigirão radical alteração da forma de produzire usar energia, levarão a uma taxação sobre carbono que encarecerá etornará menos competitivo o combustível fóssil, obrigarão que todas asempresas repensem seus negócios, sua rede de fornecedores, sua formade produção, sua energia e o ciclo de vida dos seus produto.Mineração, siderurgia, petroquímica, alimentos, papel e celulose,transporte, seguro, supermercados, é difícil encontrar uma área daeconomia que não seja afetada pelo que está acontecendo.Mudará a geopolítica. As tragédias climáticas provocarão ondasmigratórias que vão exigir da diplomacia novas formas de atuação eabrirão novas frentes de trabalho com refugiados.Será rotina para arquitetos, daqui para diante, construir prédios quepoupem energia, reciclem água, aproveitam a luminosidade, o calor ou ovento externo para a climatização. Serão desafiados também nareciclagem dos prédios antigos. A mudança climática imporá nova agendade políticas públicas e ações corporativas.É espantoso como são poucas as pessoas no Brasil que entendem adimensão do fato. O governo brasileiro nem suspeita do tamanho daencrenca. Ele mostra isso em abundantes sinais. Projeta a energia novaa partir de carvão, óleo combustível e gás. O setor de energia usamodelos de definição de preço de cada fonte de energia que favorece oscombustíveis fósseis. O ministro Carlos Minc propôs que as térmicas aóleo e carvão plantassem árvores como compensação mas a proposta foire$. No Ministério dos Transportes, o governo não avalia o modalalternativo pela ótica ambiental. O Ministério da Agricultura vive àsturras com o meio ambiente. A política industrial lançada um poucoantes da crise econômica incentiva setores de alto impacto seja ememissão industrial ou em desmatamento. No PAC, a preocupação ambientalé vista como obstáculo. O Ministério da Ciência e Tecnologia nãodivulgou ainda a atualização do inventário de emissões do Brasil, osdados com que se trabalha são de 1994. O Ministério das RelaçõesExteriores tenta fugir das metas através de jogos de palavras feitospara confundir.A conversa está muito mais adiantada no resto do mundo. Aqui,contam-se nos dedos os economistas que pararam para entender o tema.Na Inglaterra, a pedido do então governo Tony Blair, oex-economista-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern já traduziu oproblema climático para a lógica dos economistas e concluiu: o preçode não fazer nada para evitar ou reduzir os efeitos das mudançasclimáticas é maior do que o de agir agora enfrentando o assombrosodesafio que está diante de nós. Na política, com a solitária exceçãoda senadora Marina Silva, os possíveis candidatos e seus apoiadorespara as eleições de 2010 acham que podem andar na superfície do temasem entender a profundidade da transformação da economia, política,educação, emprego, logística, habitação, energia, que terá que serfeita nos próximos anos.No Brasil, eu tenho ouvido de economistas e autoridades manifestaçõespedrestes sobre o tema. Avaliações reveladoras de que jamais a talpessoa leu um bom paper, livro, estudo sobre o tema, nem teve uma boaconversa sobre o assunto mudança climática.Ver as grandes empresas, e algumas associações, acordarem, afinal, foium alívio. Por isso, o nome delas vai aqui em ordem alfabética paraserem elogiadas e cobradas: Aflopar, Andrade Gutierrez, Aracruz,Camargo Corrêa, CBMM, Coamo, CPFL, Estre, Light, Natura, Nutrimental,Odebrecht, OAS, Orsa, Pão de Açúcar, Polimix, Samarco, Suzano, Única,Vale, Votorantim, VCP. A Vale foi uma das líderes. Apoiam o movimentoo Ethos, Fórum Amazônia Sustentável, SindiExtra e Fiep.Ficaram de fora a Fiesp, CNI, CNC, CNA e várias empresas recusaramadesão. Não entenderam que este é um tempo radical. De mudanças eatitudes radicais. Ou não haverá amanhã.
| Um evento excepcional para momentos excepcionais | Data de criação: 28/05/2009 |
Mais do que um filme,
HOME será um grande evento internacional: pela primeira vez, um filme será exibido no mesmo dia em mais de 50 países.
5 de junho de 2009, o Dia Mundial do Meio Ambiente
foi escolhido como a data mais simbólica para essa exibição simultânea, em grande parte de gratuitamente, em vários os formatos, como cinema, televisão, DVD e internet (on-line pelo www.youtube.com/homeproject). O objetivo do diretor Yann Arthus-Bertrand, dos distribuidores Luc Besson e François-Henri Pinault, do presidente e diretor executivo da PPR, principal patrocinadora do filme, é atingir a maior audiência possível e convencer a todos de nossas responsabilidades individuais e coletivas com relação ao planeta.
Confira mais detalhes no site:
http://filmehome.blogspot.com/
| Novo indicador do Ipea aponta que a qualidade do desenvolvimento brasileiro é instável | Data de criação: 02/04/2009 |
IQD (Índice de Qualidade do Desenvolvimento) foi apresentado no dia 26 de março no Senado
O IQD (Índice de Qualidade do Desenvolvimento), mais novo indicador do grupo que o Ipea vem criando, aponta que a qualidade do desenvolvimento brasileiro é instável, ou seja, que o crescimento econômico, a distribuição de renda e a inserção externa do país não evoluem na mesma direção e que vem caindo desde o final do ano passado.
Mantendo-se a atual trajetória, já em maio, o país corre o risco de começar a perder os avanços econômicos, ambientais e sociais conquistados neste século.
O IQD agrega dados de três subíndices:
Índice de Qualidade do Crescimento (cujas variáveis são produção setorial, massa salarial, confiança dos empresários e meio ambiente);
Índice de Qualidade da Inserção Externa (composição das exportações, investimento estrangeiro, termos de troca, renda líquida enviada ao exterior e reservas internacionais);
Índice de Qualidade do Bem-Estar (taxa de pobreza, mobilidade social, desigualdade de renda, desemprego e ocupação formal).
Cada um dos índices varia entre zero (péssimo para o desenvolvimento) e 500 (ótimo para o desenvolvimento), e a média dessazonalizada dos três resulta no Índice de Qualidade do Desenvolvimento.
O novo indicador foi lançado no dia 26 de março em sessão extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, apresentou o IQD na comissão, que é presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
Participaram da mesa de debates o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer; o professor titular do departamento de pós-graduação em economia da PUC-SP Ladislau Dowbor; e o representante do TCU (Tribunal de Contas da União) Carlos Eduardo Sampaio de Freitas.
"Acho importantíssima essa contribuição do Ipea, com os novos indicadores que vem criando, porque precisamos priorizar a qualidade de vida das pessoas", disse o professor Ladislau Dowbor.
Em janeiro, o Ipea lançou o Sensor Econômico, que afere as expectativas do setor produtivo - patrões e empregados - que representam de 80% do PIB brasileiro. Os próximos indicadores vão apontar satisfação do cidadão com as políticas públicas e a expectativa das famílias.
"No Movimento Nossa São Paulo, na Capital paulista, levantamos mais de 130 indicadores desagregados para cada uma das subprefeituras, um conjunto inédito de dados. Ações como a do Movimento e a do Ipea tem de ser multiplicadas", destacou Dowbor.
Para o secretário Paul Singer, o país e o mundo precisam se libertar da "ditadura dos números" e ter mais indicadores de satisfação e qualidade.
"Também precisamos melhorar os sistemas de medição dos impactos ambientais", disse Singer. "Vejo que o IQD acompanha emissões de carbono e pontos de devastação; já é um começo, e é louvável a iniciativa. Mas precisamos de mais. Precisamos sofisticar nosso monitoramento", apontou o secretário.
Participaram da sessão os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Efraim Moraes (DEM-PB), Fernando Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Mão Santa (PMDB-PI), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), José Nery (Psol-PA), Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Valdir Raupp (PMDB-RO).
Estanislau Maria
Assessor-chefe de imprensa
Veja o IQD na íntegra.
( http://www.ipea.gov.br/default.jsp )
W3C: XHTML 1.0 - CCS 2.1 - WAI-AA - Copyright 2006 Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
| Océanos en la Agonía sin Retorno Por Dr. Marcos Sommer Não deixem de ler, todos devem conhecer. | Data de criação: 16/01/2009 |
http://www.ecoportal.net/content/view/full/83379
| Conheça os projetos contemplados na seleção pública 2009 do Programa PETROBRAS AMBIENTAL relacionados na linha de atuação em ambientes costeiros e marinhos. Parabéns às instituições selecionadas. | Data de criação: 13/01/2009 |
PROJETOS CONTEMPLADOS NA SELEÇÃO PÚBLICA DE 2009 DO PROGRAMA PETROBRAS AMBIENTAL.
Linha de Atuação: Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros e marinhos. Nordeste CE - Trairi ALGAS: CULTIVANDO SUSTENTABILIDADE.
Tem por objetivo promover a conservação e recuperação dos recifes costeiros marinhos, com enfoque no banco natural de algas na comunidade de Flecheiras-Trairi, com a perspectiva de proteger a sua biodiversidade, contribuindo para a auto-sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais.
Instituição: Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria de PescaPE - Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Ipojuca, Recife, São José da Coroa Grande
Água também é mar - Escola dos povos do mangue de Pernambuco
O projeto tem como objetivo melhorar a conservação dos manguezais e de suas espécies arbóreas, nos estuários dos rios Goiana, Capibaribe, Parapama, Ipojuca e Una, mediante ações integradas de recuperação e conservação das matas e da participação articulada dos atores sociais.
Instituição: Centro Escola ManguePE - Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Recife
Pesquisa de Tubarões e Educação Ambiental em Pernambuco
O projeto está voltado para ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos tubarões no litoral de Pernambuco, para orientar a comunidade frequentadora das praias da região, evitando a matança desnecessária dos animais.
Instituição: Instituto de Pesquisas e Preservação Ambiental Oceanário de PernambucoRN - Nísia Floresta, Parnamirim
Recifes costeiros da Ponta de Pirangi/RN
O projeto visa a conhecer, recuperar e conservar a área recifal de Ponta de Pirangi, promovendo a gestão integrada e compartilhada dos recursos naturais, por meio de ações que conciliem os processos sócio-produtivos à conservação da biodiversidade e do meio ambiente, tendo como produto final proposta de zoneamento da área, associada à criação de uma unidade de conservação.
Instituição: Oceânica Pesquisa, Educação e ConservaçãoNorte AM - Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Guajará
Mamíferos Aquáticos da Amazônia: Conservação e Pesquisa
O projeto está voltado para a recuperação e a conservação dos mamíferos aquáticos da Amazônia, mediante o levantamento de informações para posterior repasse à comunidade ribeirinha, a fim de minimizar a pesca predatória.
Instituição: Associação Amigos do Peixe-boiRegional AM - Carauari, Barcelos, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Barreirinha, Nhamundá, Parintins PA - Faro, Oriximiná, Juruti, Terra Santa - MANEJO COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS NO MÉDIO AMAZONAS E JURUÁ
O projeto tem por objetivo a preservação e conservação de tartarugas, iaçás e tracajás do Alto Juruá, pela comunidade residente, mediante adoção de iniciativas que motivem o uso sustentável desse recurso natural, que é parte da subsistência local.
Instituição: Fundação de Apoio Institucional Rio SolimõesCE - Aracati, Barroquinha, Caucaia, Fortaleza, Icapuí PI - Luís Correia, Cajueiro da Praia RN - Areia Branca, Grossos, Tibau - Reeducar,resgatar,reabilitar:conservação do peixe-boi
O projeto trata da conservação do peixe-boi marinho nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, meidante ações de resgate e reabilitação de filhotes órfãos, e do envolvimento das comunidades costeiras, para diminuir a degradação do habitat da espécie.
Instituição: Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas AquáticosRJ - Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Mangaratiba, Parati, Rio de Janeiro, Angra dos Reis SP - IlhabelaO objetivo deste projeto é a recuperação ambiental das áreas da zona costeira marinha brasileira impactadas negativamente pelo coral-sol, integrando capacitação, mobilização, educação ambiental, empoderamento das comunidades tradicionais litorâneas e geração de renda.
Instituição: Instituto de Estudos sobre a Biodiversidade Marinha da Zona Costeira Br
Sudeste SP - Santos, São Paulo, São Vicente Mantas do Brasil
O projeto está voltado para a aquisição de conhecimento sobre a biologia das raias-jamantas e elucidar padrões de migração da espécie, no Parque Nacional Marinho da Laje de Santos.
Instituição: Instituto Laje Viva
Sul PR - Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos Recuperação da Biodiversidade Marinha do Paraná - REBIMAR
O projeto propõe a recuperação da biodiversidade marinha na plataforma costeira do Estado do Paraná e seus recursos pesqueiros, buscando eliminar o impacto ambiental provocado pela pesca de arrasto industrial, oriunda de frotas de outros estados.
Instituição: Associação MarBrasil
SC - Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio REFUGIO ANIMAL - Centro de Recuperacao e Conservacao.
O projeto está voltado para a recuperação e a conservação das lontras inseridas em Unidades de Conservação do sul da Ilha de Florianópolis, e para a ampliação de projeto sobre turismo responsável.
Instituição: Instituto Ekko Brasil
PROJETOS CONTEMPLADOS NA SELEÇÃO PÚBLICA DE 2009 DO PROGRAMA PETROBRAS AMBIENTAL.Linha de Atuação: Fixação de carbono e emissões evitadas (relacionados aos ambientes costeiros e marinhos).
BA - Maragogipe - PROJETO VIVA O MANGUE.
Visa à recuperação de aproximadamente 10.000 m2 de áreas degradadas, dentro da Reserva Extrativista Baía do Iguape, mediante a produção e plantio de 20 mil mudas de mangue. Tem por objetivo, ainda, a capacitação técnica de pessoas da comunidade e a formação de agentes multiplicadores.
Instituição: FUNDAÇÃO VOVÓ DO MANGUE
BA - São Miguel das Matas, Santa Teresinha, Castro Alves, Elísio Medrado, Varzedo - Ações Ambientais Sustentáveis no Reconcavo Sul Baiano.
Pretende ampliar a abrangência das suas atividades, dando continuidade a ações de reflorestamento de áreas degradadas de APP; implantação de cercas vivas com essências nativas regionais; implantação de um banco de sementes nativas regionais; monitoramento e sistematização da fixação de carbono de áreas reflorestadas em APP, além do fortalecimento de organizações e comunidades locais.
Instituição: Grupo Ambientalista da Bahia - GAMBÁ
CE - Fortaleza - Tribo das águas, cuidando da água e dos ambientes aquáticos.
O projeto tem a intenção de promover a recuperação dos recursos hídricos e da qualidade de vida da população indígena Tapeba, por meio da implantação de sistema de saneamento ecológico, do uso racional da água e da gestão de microbacias.
Instituição: Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido - ADELCO
SP - Ubatuba, Natividade da Serra, Caraguatatuba, Paraibuna, São Luís do Paraitinga, Cunha Manejo Sustentável da Juçara no Litoral Norte e Serra do Mar
O projeto trata da utilização dos frutos da palmeira juçara para a produção de polpa alimentar e consolidação de sua cadeia produtiva, por meio da difusão do manejo sustentável, com a reconversão produtiva de áreas, com vistas à fixação de carbono.
Instituição: Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica
| Nota sobre a tragédia de Santa Catarina. | Data de criação: 12/01/2009 |
A Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro (www.agenciacosteira.org.br), organização da
sociedade civil de interesse público, vem por meio desta nota manifestar-se com relação à tragédia
humana e ambiental que ocorreu em Santa Catarina no final do mês de novembro
A ocupação desordenada de áreas de risco em encostas, margens de rios, cordões litorâneos e
manguezais, associada ao desmatamento, produz assoreamento dos cursos de água e instabilidade
do solo. Essas ações humanas contribuem e amplificam os efeitos de eventos meteorológicos como
os experimentados por Santa Catarina. A Agência Costeira, que tem como missão contribuir para o
desenvolvimento sustentável da Zona Costeira e Marinha do Brasil, insta os governantes a adotarem
medidas responsáveis de regulamentação do uso e ocupação da região litorânea, seguindo as boas
práticas do gerenciamento costeiro e a legislação vigente. Vidas humanas dependem dessas
iniciativas, pois necessitam de ecossistemas saudáveis, seguros e produtivos.
Embora o Brasil possua um Nacional de Gerenciamento Costeiro, estruturado nacionalmente e
implantado desde 1987, as ações de operacionalização da gestão nos municípios da zona costeira
são ainda bastante incipientes. Infelizmente Santa Catarina refletiu a situação de descaso e
irresponsabilidade que existe com relação à política costeira no Brasil.
A necessidade de uma profunda revisão do atual Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro
(PNGC) é premente, a fim de que abarque diretrizes práticas e factíveis e contribua, de maneira
eficaz, para a conservação dos recursos costeiros e marinhos e a melhoria da qualidade de vida e
ambiental costeira.
Assim, a Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro, em parceria com uma série de
organizações não governamentais e universidades, vem realizando um ciclo de debates denominado
Cidades Costeiras Sustentáveis ao longo de toda a costa Brasileira. Esse ciclo de debates, temáticos
e regionais, tem como objetivo fomentar a participação da sociedade civil e a discussão sobre a
gestão costeira no Brasil, contribuindo na análise e avaliação da condição atual do tema e na
proposição de um novo PNGC, com iniciativas relacionadas à sua real implementação e
operacionalização. A Agência Costeira convida a todos a participarem dos eventos temáticos de
2009 e do Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro, em novembro do próximo ano na cidade
do Rio de Janeiro.
Se ações e precauções previstas pelos planos e programas de Gerenciamento Costeiro nas diferentes
instâncias governamentais tivessem sido colocadas em prática, as conseqüências poderiam ser
muito menos avassaladoras. Cabe, portanto, uma reflexão e uma nova conduta de governo e
sociedade, na busca de um planejamento e uso adequados da zona costeira brasileira. Do triste
evento que vivenciamos pode-se retirar importantes lições para o futuro.
Diretoria
Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro
|
|
| |

 |
|
|
As imagens foram cedidas por Miguel von Behr
|
|